terça-feira, 18 de agosto de 2009

ESTAMOS EM MANUTENÇÃO!


Olá, caros amigos!

Faz um tempo que não escrevo nada pois resolvi organizar o blog em seções e estou planejando como fazer isso. Provavelmente, haverá uma com as minhas composições (incluindo videos e comentários de cada música) e outra com as minhas impressões acerca da produção de outros autores de música popular, literatura etc.

No meio disso, devo criar também um espaço para falar sobre os ANOS 8O, pano de fundo das minhas atuais (?) incursões. Portanto sintam-se à vontade para postar sobre o tema a partir de agora. E sem restrições: vale falar de The Smiths, Chacal, Leminski, Odete, Raquel e Maria de Fátima, Jaspion e o que mais vier à cabeça. Ando meio esquizofrênico, quero dizer sem muita cronologia, deixando as imagens rolarem aos borbotões (brainstorming?), "O astronauta" de Roberto Carlos junto com Buck Rogers e o "Hino do Colégio Militar".

Abaixo a letra de Buck Rogers, ponto de partida dessa minha viagem. Não sei se o título vai ficar assim, porque acabou rolando uma referência a "Blade Runner" no final e tem um poema lindo de Leminski sobre os anos 80 chamado "Blade Runner Waltz" (Valsa de Blade Runner), que seria um lindo título para o conjunto. De qualquer forma, as duas possibilidades esbarram nos direitos autorais e pode ser que eu precise mesmo encontrar uma terceira e nova alternativa.

Estou gostando da idéia de montar um repertório fechado (?) e principalmente compor sobre um tema já definido. Antes trabalhava de forma mais intuitiva e os ajustes aconteciam em decorrência da "sincronicidade do universo"... rsrsrsrs. Opinem sobre isso também.

Abraços (nostálgicos) e força sempre!


BUCK ROGERS
Lembro
Costumávamos andar pela cidade
E sobre as torres e os sobrados
Aprendemos a ler velhos segredos de amor.
O dique do Tororó era escuro e triste,
Havia uma idéia triste de contenção ao redor,
Mas eu, replicante, te amava
Eu, replicante, adorava estar contigo
E não entendo como o tempo passou.

Sonho
Enquanto estive congelado (quanto tempo...)
Modificou-se a arquitetura da cidade,
Minha memória se tornou incompatível
Com tantos novos sistemas operacionais,
Não sei se lembro, sonho, finjo, represento,
Mas eu, replicante, te amo
Eu, replicante, te adoro
Ainda choro muitas vezes com saudade
E não entendo como o tempo passou.

Harlei Eduardo, 17/09/07.

sábado, 27 de junho de 2009

O HOMEM NO ESPELHO


Michael Jackson está morto.
Atordoados, os jornalistas se esforçam para lembrar - Como ele era talentoso! Como sua obra é relevante! Como nós... esquecemos disso! "Do you remember the time..."

Ouvi alguns comentários lúcidos, muita bobagem também. Michael reuniu talento e carisma (sim, são coisas distintas) suficientes para alçar a música negra aos ouvidos da classe média e fez a sociedade americana engolir o sapo do seu racismo. O pop tem dessas coisas. Não foi Malcolm X, não foi Luther King, foi um menino negro que nos conclamava: "Don't stop till you get enough!"

Mas, "o pop não poupa ninguém"! Michael Jackson morreu há muitos anos, soterrado por uma avalanche de poréns existenciais que quase ninguém quis encarar. "They don't really care..." A sociedade americana vomitou um sapo criado!
(...)

O pequeno Michael adormeceu e já não tem porque temer os sonhos maus. Vamos entoar uma canção suave para quando ele despertar na Terra do Nunca. Uma canção falando de um mundo melhor. Há um mundo melhor... deve haver... precisamos!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O INVERNO CHEGOU, CIDADE!


Pois é, amigos! Depois de anos a fio me achando um esquizofrênico, essa semana ouvi mais de uma pessoa dizer que está fazendo frio em Salvador. Que alívio! Agora eu sei que é junho de fato ("com seu capuz escuro e bolorento") e não só um desajuste da minha sensibilidade, eu que sou tão suscetível a mínimas mudanças de luz...rsrsrs
Resolvi me recolher em pleno folguedo junino para registrar algumas composições e assim que ficar tudo pronto devo compartilhar com vocês.
Por hoje, FRENTE FRIA, um pequeno poema que escrevi há alguns anos atrás:

SUSCETÍVEL, TALVEZ POR DEMAIS, À CHUVA FINA, EM CERTOS DIAS FRIOS EU ME SINTO UMA RUA DESERTA TRANSVERSAL A TODOS OS DESVIOS. UMA RUA E O SILÊNCIO PESADO QUE ESTRONDA APÓS O TROVÃO: A FRENTE FRIA ESTACIONOU SOBRE A CIDADE, UM FIM DE TARDE ME ASSALTOU O CORAÇÃO.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

"HOJE EU ACORDEI COM SONO..."

Quem lembra da banda baiana Maria Bacana? Fizeram relativo sucesso há alguns anos, gravaram pela Rock It!, de Dado Villa-Lobos, e... nunca mais soube dos caras! Mas o que me veio à lembrança hoje foi um trecho da canção Repeat please em que eles decretavam sem piedade: "tem dias que a vida parece Coca-Cola sem gás!"

Pois é, hoje estou tão assim que misturei Barão Vermelho (no título) com os baianos para ver se o texto engrena. Não sei se vou ter paciência para manter este blog, só quero me divertir e isso pode virar obrigação...Deus me guarde!

A imagem que utilizei na última postagem é de Oxalá, um orixá que pode ser facilmente associado à rabugice do "Véi Jacó" e hoje eu estou "na paz do meu santo de cabeça", ou seja: tomara que a humanidade suporte!

"Só você, violão, compreende porque perdi toda alegria..."

Amanhã eu volto melhorzinho... ou depois de amanhã... rsrsrs

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PRIMEIRA LIÇÃO DO “VÉI JACÓ”


Ah, eu cansei de ser segunda pessoa!
Estava ouvindo o Rei do baião cantando “Respeita Januário” e me ocorreu que após ouvir o conselho do “Véi” Jacó, Seu Luiz ficou mais famoso, Januário foi eternizado como matriz a se respeitar, mas e o “Véi”? Só aparece na canção como mais uma pessoa gripada, mal-humorada e rabugenta de plantão.
Agora pense em quantas vezes não nos vemos em igual situação: vemos o problema de fora, diagnosticamos, damos dicas e o escambau e depois neguinho sai por aí se pavoneando rumo ao sucesso e nem se lembra de você. Isso quando não se dá ao desplante de acabar com a sua reputação para que os outros não percebam quanto do mérito dele na verdade é seu.
Pois é isso mesmo: cansei de fazer o papel do “Véi Jacó”! De agora em diante, só conte comigo quem me der reconhecimento. Caso contrário, a minha santa inteligência NÃO É PARA O SEU BICO!
E declaro assim aberta a temporada de postagem do “Véi Jacó”.