
Olá, caros amigos!
Faz um tempo que não escrevo nada pois resolvi organizar o blog em seções e estou planejando como fazer isso. Provavelmente, haverá uma com as minhas composições (incluindo videos e comentários de cada música) e outra com as minhas impressões acerca da produção de outros autores de música popular, literatura etc.
No meio disso, devo criar também um espaço para falar sobre os ANOS 8O, pano de fundo das minhas atuais (?) incursões. Portanto sintam-se à vontade para postar sobre o tema a partir de agora. E sem restrições: vale falar de The Smiths, Chacal, Leminski, Odete, Raquel e Maria de Fátima, Jaspion e o que mais vier à cabeça. Ando meio esquizofrênico, quero dizer sem muita cronologia, deixando as imagens rolarem aos borbotões (brainstorming?), "O astronauta" de Roberto Carlos junto com Buck Rogers e o "Hino do Colégio Militar".
Abaixo a letra de Buck Rogers, ponto de partida dessa minha viagem. Não sei se o título vai ficar assim, porque acabou rolando uma referência a "Blade Runner" no final e tem um poema lindo de Leminski sobre os anos 80 chamado "Blade Runner Waltz" (Valsa de Blade Runner), que seria um lindo título para o conjunto. De qualquer forma, as duas possibilidades esbarram nos direitos autorais e pode ser que eu precise mesmo encontrar uma terceira e nova alternativa.
Estou gostando da idéia de montar um repertório fechado (?) e principalmente compor sobre um tema já definido. Antes trabalhava de forma mais intuitiva e os ajustes aconteciam em decorrência da "sincronicidade do universo"... rsrsrsrs. Opinem sobre isso também.
Abraços (nostálgicos) e força sempre!
BUCK ROGERS
Lembro
Costumávamos andar pela cidade
E sobre as torres e os sobrados
Aprendemos a ler velhos segredos de amor.
O dique do Tororó era escuro e triste,
Havia uma idéia triste de contenção ao redor,
Mas eu, replicante, te amava
Eu, replicante, adorava estar contigo
E não entendo como o tempo passou.
Sonho
Enquanto estive congelado (quanto tempo...)
Modificou-se a arquitetura da cidade,
Minha memória se tornou incompatível
Com tantos novos sistemas operacionais,
Não sei se lembro, sonho, finjo, represento,
Mas eu, replicante, te amo
Eu, replicante, te adoro
Ainda choro muitas vezes com saudade
E não entendo como o tempo passou.
Harlei Eduardo, 17/09/07.
Lembro
Costumávamos andar pela cidade
E sobre as torres e os sobrados
Aprendemos a ler velhos segredos de amor.
O dique do Tororó era escuro e triste,
Havia uma idéia triste de contenção ao redor,
Mas eu, replicante, te amava
Eu, replicante, adorava estar contigo
E não entendo como o tempo passou.
Sonho
Enquanto estive congelado (quanto tempo...)
Modificou-se a arquitetura da cidade,
Minha memória se tornou incompatível
Com tantos novos sistemas operacionais,
Não sei se lembro, sonho, finjo, represento,
Mas eu, replicante, te amo
Eu, replicante, te adoro
Ainda choro muitas vezes com saudade
E não entendo como o tempo passou.
Harlei Eduardo, 17/09/07.
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